Seu Navegador não tem suporte a esse JavaScript!
 
  • Advaldo Celestino Teixeira   - PSDB
  • Vereadores
    13ª LEGISLATURA 2017/2020
    Presidente Atual
    Advaldo Celestino Teixeira
Enquete
Qual a área de melhor atuação da Prefeitura Municipal de Borá?




Data: 20/12/2017 Hora: 15:00:00
História
“Borá de todos os sonhos”

"BORÁ DE TODOS OS SONHOS"

 

 

Borá é assim, um certo ar de fazenda, um tímido progresso visto a olho nu, uma pequena lanchonete, o imponente prédio da Prefeitura, o asfalto impecável.

 

Uma calmaria paradisíaca que envolve, em primeiro plano, o visitante.

 

Um pequeno modelo de organização e lugar ideal para aportar, sem grandes pretensões.

 

Os seus habitantes, uma grande família, reúnem-se constantemente em prol de festas comunitárias, e parecem viver assim em permanente irmandade.

 

E o que agrada à primeira vista é a pequena praça fincada entre as ruas centrais, o verde dos canteiros bem cuidados, a vida explodindo nas cores do cotidiano. Uma monotonia da qual algumas pessoas que vivem lutando com o emergente progresso dos grandes centros deveriam experimentar.

 

E à tardinha, cai o crepúsculo dourado que envolve esse perfil harmonioso, e vem à noite soberana abraçar todos os sonhos, dar a paz necessária a quem dela necessita, para que a vida continue acordando a cada manhã exatamente como deve ser: branda e aprazivelmente feliz, no Borá.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ÍNDICE

 

 

 

 

INTRODUÇÃO                                                                                         01

A ABELHA E OS PIONEIROS                                                             02

LOCALIZAÇÃO                                                                                      05

OS PRIMEIROS                                                                                       06

HERCULANO AZEVEDO: O BAIANO DE BORÁ              09

A MAIORIDADE                                                                                     12

A PRIMEIRA ELEIÇÃO                                                            13

ATUALIDADES E CURIOSIDADES                                                   15

O PARAÍSO POR UM TRÍZ, POR AÍ PELAS RUAS DE

BORÁ...                                                                                                       29.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BORÁ: FRAGMENTOS DO RECANTO

 

 

A ABELHA E OS PIONEIROS

 

 

O nome do menor município do Estado de São Paulo provém, segundo moradores mais antigos, do nome de uma abelha que, por volta de 1910 – portanto muito antes de ser habitada – proliferava na região.

           

Em 1918 a família Vedovatti chega ao bairro do Cristal, passando pelas águas de Borá. Iam a Sapezal – a parada do trem da Alta Sorocabana – para comercializar produtos alimentícios. Talvez não soubessem que já guardavam lugar na história de Borá.

           

Um ano depois chegaram três portugueses: Manoel Antônio de Souza, Antônio Caldas e Antônio Trancoso, com suas respectivas famílias, vindos da cidade de Inácio Uchôa. Fizeram de residência o acampamento dos engenheiros (das expedições organizadas pelo Governo do Estado no princípio do século para desbravar terras), localizado na fazenda de Dioniso Zirondi.

           

Permaneceram no acampamento por quinze dias, enquanto construíam seus ranchos em lotes comprados, hoje fazendas de seus descendentes.

           

“O começo da cidade foi feito por pequenas trilhas que as pessoas usavam para chegar até Conceição de Monte Alegre” (Manoel Caldas 80 anos).

           

Ao final de 1919, chegaram ali os Italianos João Merci, João e José Bregolato e José Furniel, além da família Leovezete. Vindos de Catanduva, também permaneceram alguns dias no acampamento.

           

Essas famílias abriram as primeiras picadas – as atuais estradas – que ligaria Borá ao Distrito de Sapezal e à cidade de Paraguaçu Paulista.

           

A primeira medida foi à derrubada das matas para plantio, providenciando também o alargamento das picadas para que pudessem, na época da safra, facilitar a passagem de carroças para o transporte das colheitas.

           

Coube a Manoel Cação o encargo de transportar, em sua carroça de três burros, as primeiras cargas de arroz, feijão e milho, rumo a Sapezal.

           

Com o tempo, vieram Ricardo e Fortunato Pastore, André Wirgues e José da Costa Pinto.

           

Em fins de 1923 e início de 1924, essas famílias, todas de orientação cristã, resolveram construir uma capela.

           

“A igreja era para ser no sítio, hoje fazenda, Santa Mercedes. Foi levantado um cruzeiro onde eram realizadas as missas. A igreja construíram na cidade... uma igreja de madeira” (Avelino Marconato, 75 anos).

 

Reuniram-se então aquelas famílias, para tratar do local pois, junto ao acampamento, já haviam erguido um cruzeiro para as orações. O resultado recaiu na escolha do sítio de José da Costa Pinto, por estar no centro das demais propriedades.

           

Honrados pela escolha, Costa Pinto doou um alqueire de terras para a construção da capela, ficando então instituída a Vila de Borá. Esses mesmos senhores incumbiram-se da derrubada de perobas para a construção.

           

José Araújo fez o transporte das madeiras com seu carro-de-boi.

           

Construída em sistema de mutirão, chamaram-na Capela de Santo Antônio de Borá. Surgia ali a vila.

           

“A igreja foi construída por Nelson Zamiga. Era feita de tábuas e muito comprida" (Augusto César Caldas, 72 anos, 45 dias de navio de Portugal para o Brasil).

           

O primeiro Capelão foi Francisco Zandonadi, e o Padre Joaquim Faria, vinha de Sapezal para dizer missas e comandar a festa do padroeiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

OS PRIMEIROS

 

 

            O primeiro casamento da vila foi de Nazareth Pastore, filha de Ricardo Pastores, com José Bueno.

           

O primeiro óbito infantil foi de Conceição, filha de Manuel Antônio de Souza, sepultada em Conceição de Monte Alegre.

           

O primeiro adulto a morrer na vila foi à avó de Pedro Vedovatti. O transporte do corpo foi feito em lençol atado nas quatro pontas e preso a uma vara. Colocado ao ombro dos moradores do Bairro Cristal, foi levado até Sapezal onde foi enterrada.

           

À época, os registros de nascimento eram feitos em Conceição de Monte Alegre. Para pagamentos de impostos territoriais, os proprietários de terras precisavam ir até Campos Novos Paulista.

           

Instituída a vila, algumas coisas já se faziam necessárias.

           

Uma escola, por exemplo.

           

Colaborando para o desenvolvimento e combatendo o analfabetismo, José Furniel e Ângelo Pampolim foram os primeiros mestres.

           

Mais tarde Maria Mendes Carneiro seria efetivada como a primeira professora da primeira escola.

           

“A vida naquela época foi muito sofrida. A diversão eram os bailes realizados toda semana. Tinha um terço e já virava baile.

           

Nos bailes havia um costume de usar uma flor de cravo vermelho e branco. Tinha as músicas do cravo branco e as músicas do cravo vermelho. E não podia dançar se não fosse a cor do seu cravo.

           

Existia também a música república. Amarrava-se o lenço na lâmpada e as moças tinham que tirar os moço para dançar.

           

 

Casamos aqui na igreja de Borá. O padroeiro é Santo Antônio”. (Avelino Marconato, 75 anos, ao lado de Germina, 73 anos, de Nogueira, Portugal).

           

A vila de Borá era alegre e festiva. Já possuía uma pequena corporação musical, regida pela batuta do maestro Luís Justiniano e um dos músicos era Luiz Merci. Vinham de Paraguaçu Paulista. A banda durou o tempo da tradição.

           

Os pioneiros do comércio de Borá foram João Bregolato, com seu pequeno empório e mais tarde um açougue, e Cesário Alves, que também comercializava carnes.

           

Surgia também uma serraria, pertencente ao Sr. Max, um alambique, de propriedade de José Bregolato, onde era fabricada a caninha Javali, além de um empório, de José Furniel.

           

"A caninha Javali era fabricada no sítio de José Bregolato".

 

A produção era toda manual. A cana era transportada em carro-de-boi.

 

Moía-se a cana, fazia-se à garapa, que ficava na fermentação em alambique. Com a fervura, ela ia destilando, soltando um suor pela cabeça do alambique, que servia a famosa aguardente.

 

A distribuição era feita somente na região, em Borá, Campinho e Paraguaçu.

 

A renda era mínima. Dava mais prejuízo que lucro.

 

Tudo evoluiu e por ser tudo manual era uma renda baixa, parou de fabricar "(Clemente Waldemar Bregolato,64 anos, filho de José).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

HERCULANO AZEVEDO – O BAIANO DE BORÁ

 

 

            Em 1929, Herculano Azevedo e família chegaram de Água Quente de Paramirim, Estado da Bahia, instalando-se na Fazenda Paineiras. Vieram abrindo picadas, construindo ranchos e plantando café. Herculano Administrava a fazenda.

           

Mais tarde, passou a residir na fazenda Bom Jardim, propriedade de Isidoro Baptista.

           

Continuando a plantar, conseguiu comprar lotes de terras onde se instalou para criar a família.

           

Devido à falta de escolas nas proximidades de suas terras, veio para a vila de Borá, pelos idos de 1941. Ali seus filhos podiam estudar.

           

Ocupou cargos eletivos: foi subdelegado e juiz de paz.

           

Como vereador em Paraguaçu Paulista    cargo que ocupou por 16 anos – representava o então distrito de Borá. Pela dedicação e serviços prestados, ficou conhecido como “o baiano de Borá”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Naquele tempo Paraguaçu não era nada. Sapezal era onde eles faziam compras. Existia uma linha de ônibus, a jardineira de Manoel Caldas.” ( Germina de Carvalho Marconato, 73 anos ).

 

Em 1940, José Berto veio da fazenda de Júlio Selim, atual fazenda Marson, onde residia desde 1925.

 

Chegando a vila de Borá, compra a linha de Jardineira, o bar de Alcides Morais. Em 1944 torna-se o proprietário do armazém de João Bregolato.

 

José Berto, foi Juiz de Paz e Vereador em Paraguaçu Paulista. Também fez parte da comissão da capela.

 

Pelas suas habilidades, foi responsável pela instalação da primeira usina elétrica na Fazenda de Manoel Antônio de Souza e depois na sua. Nos dias de festas, iluminava o largo e a capela.

 

Fez várias doações de terreno: para construção do grupo escolar, criado por ato de 3 de abril de 1957, para o posto de puericultura, ao lado do grupo escolar; para o aumento do cemitério. Outro ainda foi doado para o matadouro e o laticínio.

 

A instalação de fato do distrito de Borá aconteceu no dia 22 de setembro de 1934, em ato do Governo do Estado de São Paulo.

 

Ocorreu com a posse de juiz de paz, João Pastore e seu escrivão Oswaldo Assunção Maffei.

 

Manoel Guimarães falou em nome da população, louvando o ato da interventoria paulista, fazendo instalar também ali, a “justiça de paz”.

 

Para presidir o ato estava o Juiz da Comarca de Paraguaçu Paulista, Benevolo Luz.

 

Em 16 de janeiro de 1947, Borá inaugurou sua primeira linha telefônica, ligada ao centro local, indicio inequívoco do progresso.

 

Lauro Ferreira Braga, prefeito de Paraguaçu Paulista, realizou, da residência de Herculano Azevedo, uma ligação para a prefeitura.

 

Alberto Fernandes, representando Oscar Kobal, presidente da Associação Rural, realizava a segunda ligação para Paraguaçu Paulista.

 

A instalação da primeira linha telefônica em Borá foi idealizada por Herculano Azevedo, delegado da Associação Rural, que também patrocinou o trabalho.

 

A empresa foi comandada pelo engenheiro agrônomo Miguel Bechara.

 

Na época, Ary Assumpção, José Furniel, Manuel Antônio de Souza, José Berto, João Ferreira, Herculano Azevedo, Manoel Caldas, Júlio Ykujama, Benedito Castanharo, Manoel Erreiro, Francisco Vedovatti, famílias Zandonadi e Marson, também fizeram doações somando 17.300 réis.

 

Os 85 postes de instalação foram doados pelos Vedovattoi, Zandonadi, Benedito Castanheiro, Herculano Azevedo e José Berto. Herculano, dono de caminhão, transportou a madeira, distribuindo-a.

           

           

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A MAIORIDADE

 

 

Em 1964, o distrito, além da igreja, já tinha iluminação, escola e telefone. Deveria então deixar se sê-lo.

 

A condição de Município veio através da lei 8.092, de 28 de fevereiro daquele ano.

 

Hipólito Barreiros foi, na ocasião um dos que mais trabalhou para que não ocorresse a elevação.

 

“Os grandes fazendeiros eram contra a emancipação política do distrito de Borá devido ao fato de fazerem negócios escondidos. Se fosse elevado a município, seriam descobertas suas falcatruas".

 

Manoel Antônio de Souza foi contra. Não queria que Borá fosse município.

 

Para os sitiantes não era bom ser distrito pelo fato de que eles tinham que arrumar até estradas ". (Manoel Caldas, 80 anos, pioneiro, 10 filhos).

 

Manoel Gallo também foi nome significativo na batalha pela emancipação político-administrativa do distrito de Borá.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A 1ª ELEIÇÃO

 

 

 

            Somente um partido, o PSP (Partido Socialista Popular), realizou, em tempo hábil a sua convenção. Indicou seus candidatos para prefeito, vice-prefeito e vereadores.

 

 A chapa então foi composta por Manoel Gallo (prefeito), Wilson Azevedo  (vice-prefeito) e para vereadores candidataram-se Leonildo Rodrigues Marques, José Francisco Zandonadi, Antônio do Espirito Santo, Antônio Marques, Manoel Caldas Júnior, Antônio Alegreti, José Belmiro Bregolato, José Francisco da Silva, Waldemar Azevedo e Moacir Favato.

           

Foram portanto candidatos únicos a disputar a primeira eleição em Borá, no dia 7 de março de 1965.

 

Cumpridas o praxe, a emancipação foi efetivada no dia 31 de março daquele ano.

 

Já o Prefeito de Borá, Manoel Gallo, em julho de 1967, contou com o apoio do executivo de Quatá, Quintana, Tupã e das autoridades de Paraguaçu Paulista para concluir o anel rodoviário cercando e ligando-o aos principais vizinhos.

 

 Cerca de 245 quilômetros de  estradas foram reparadas,  20  mata-burros       (ponte de traves espaçadas, para vedar o transito de animais) foram construídos, uma ponte de seis metros sobre o rio Borá e outra de 80 metros sobre o rio do Peixe foram colocadas.

 

A Prefeitura construiu o cruzeiro e ossário no cemitério, o parque infantil, e reconstruiu o matadouro. Instalou também água no jardim público.

 

No dia 18 de março de 1967 inaugurou-se o novo prédio da Prefeitura e Câmara.

 

Após a cerimonia, houve, ao estilo de outrora, um almoço oferecido a todos os visitantes

 

 

 

 

 

 

 

 

Após o acontecimento da emancipação política, elegeram-se ao cargo de Prefeito Municipal, os senhores:

 

 

 

1º - Manoel Gallo                                                  1965 a 1968

            2º - Wilson Azevedo                                             1969 a 1972

            3º - Severino Berto                                                           1973 a 1976

            4º - Wilson Azevedo                                             1977 a 1982

5º - Nelson Celestino Teixeira                            1983 a 1988

6º - Elizeu da Silva                                                1989 a 1992

7º - Nelson Celestino Teixeira                            1993 a 1996

8º - Luís Antônio Vinhando                                 1997 a 2000

9º - Nelson Celestino Teixeira                            2001 a 2004

10ª - Nelson Celestino Teixeira                          2005 a 2008

 

 

 

                Eleitos com chapa única (847 votos contra 120 em branco e 18 nulos), o prefeito de Borá Luís Antônio Vinhando  (PSDB) e o vice-prefeito, Juraci Rodrigues (PMDB) administram juntamente com a Câmara de Vereadores:

 

 

            Presidente                            José Caetano de Oliveira                        PMDB

            Vice-Presidente                  Ademir Aparecido Lopes                        PSDB

            1º Secretário                       João Antônio Nespoli                               PSDB

            2º Secretário                       Artur Roque Caldas                                 PFL

 

            E os demais Vereadores:    Aristeu Pedro da Silva                             PMDB

                                                           Aristides Celestino Teixeira                   PMDB

                                                           Irineu Dorme                                             PSDB

                                                           Júlio Fernando Teixeira de Souza         PMDB

                                                           Luciano Antônio da Silva                        PSDB

 

           

Em Borá, a campanha política e as eleições decorrem num clima de muita tranqüilidade. A rivalidade, como em muitos municípios maiores, é quase nula. Há apenas fatos corriqueiros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ATUALIDADES E CURIOSIDADES

 

            Borá, menor município do Estado de São Paulo, fica a uma distância de 520 quilômetros da Capital.

            Localiza-se no oeste-paulista, a 80 quilômetros de Marília, avizinha-se de Paraguaçu Paulista em 18 quilômetros.

            Lutécia, Paraguaçu Paulista, Quatá e Quintana, são os municípios que confrontam com Borá.

            O município de Borá está situado numa altitude de 450 metros. Com temperatura média anual de 26º C. possui uma área territorial de 114 quilômetros quadrados.

            Sua base econômica está assentada na agropecuária e na agricultura. Destacam-se as culturas de milho, café, mandioca e amendoim.

            Borá, sempre é o primeiro município no Estado de São Paulo a ter os números da coleta do censo concluída.

            Os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram que no inicio a população de Borá era muito maior.

 

-         1950 – 3.515 (habitantes)

-         1960 – 2.812...

-         1970 – 1.270...

-         1980 – 858...

-         1991 – 858...

-         1992 – 742...

-         1993 – 734...

-         1994 – 726...

-         1995 – 719...

-         1996 – 768...

-    2000 – 795...      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Borá possui hoje uma população de 768 habitantes e 1.143 eleitores (1998).

 

            A pequena Borá é dividida em 22 ruas todas asfaltadas, com aproximadamente 200 casas.

 

            Uma das curiosidades da pequena cidade são os nomes criativos e peculiares de suas ruas. Ao contrário do que acontece na maioria das cidades do Brasil, que prestam homenagem às pessoas conhecidas no cenário nacional, Borá optou por nomes criativos que conseguem despertar a curiosidade dos visitantes.

 

            Alguns dos nomes que mais chamam a atenção são: rua Brisa do Passado, Marca do Tempo, Berço de Ouro, Preciosa, Calada da Noite, Jardim das Zacácias, Céu Brilhante e Preço da Glória.

 

            Em Borá, existe um posto de saúde com atendimento médico e odontológico para toda a população, um açougue, uma farmácia, duas mercearias, três bares, uma lanchonete, um posto de gasolina, uma escola de primeiro grau com 180 alunos, uma delegacia civil e uma militar, uma agência bancaria do Banespa com apenas três funcionários que são da cidade de Paraguaçu Paulista, um posto dos correios e um cartório que só abre as portas em caso de necessidade.

 

            Existem duas igrejas, a Assembléia de Deus, evangélica, onde acontecem cultos semanalmente, e a católica, com missa aos domingos, celebrada pelo Padre que vem de Paraguaçu Paulista.

 

            A igreja de Santo Antônio tem 150 assentos. Os fieis da cidade levam um ano para esvaziar a pia de água benta, que tem capacidade para armazenar 2,5 litros.

 

            Os batizados são feitos a cada 6 meses, e os casamentos demoram pelo menos um ano para acontecer.

 

            A primeira separação aconteceu há mais de 10 anos.

 

            Os serviços públicos são ótimos, a cidade é mantida pela Sabesp (Companhia de água e esgoto), hoje com um funcionário.

 

            A prefeitura é a maior empregadora da cidade, hoje com um total de 54 funcionários. Ela mantém o posto de saúde e ainda paga as receitas para os doentes que compram na farmácia. Em casos de doenças graves, as ambulâncias (três) levam os doentes para as cidades de maiores recursos.

 

            A alimentação servida aos alunos da escola Dr. José de Souza, é de excelente qualidade. A escola também possui um ginásio de esportes para 2.000 pessoas.

            Todos os dias há distribuição de leite à população boraense e o transporte dos alunos e dos moradores da cidade até as cidades vizinhas (Paraguaçu Paulista, Assis, Tupã, Marília e outras) é feito pela frota de veículos públicos gratuitamente.

 

            O fato de ser o município de menor índice populacional do Estado de São Paulo, não causa constrangimento. Pelo contrário, ela pretende manter os privilégios que  municípios maiores não podem oferecer: uma cadeia que nunca recebeu um preso, uma população que ainda pode dormir com as janelas abertas, índice zero de mortalidade infantil e emprego para a maioria dos habitantes adultos.

 

            Para os jovens, no entanto, não é fácil morar em Borá. A diversão se resume a alguns bailes por ano, promovidos pela prefeitura. Falta lazer.

 

Enviar esta notícia para um amigo

Reportar erro